Segunda-feira, 5 de Março de 2012

Rough

Na minha cabeça, esta palavra surge muito associada ao golfe. A ervas altas. A uma jogada complicada. A um (não) admirável mundo novo. Nas relações, por vezes, entramos numa destas zonas. Onde a bola desaparece. E a técnica para a encontrar e continuar a jogar nunca é a mesma, raramente se repete. Podemos usar o taco para desbastar as ervas altas, qual catana no meio da selva. Ou irmos devagar, rentinho ao solo. Ou outra qualquer alternativa. Mesmo em cada uma delas, há diferentes variáveis. As ervas até podem não ser assim tão altas. Basicamente, os rough não são todos iguais.

Há, contudo, algo que nunca muda. Haja vontade, claro está. Precisamente a vontade de encontrar a bola (se necessário) e dar a tacada seguinte. Depois é voltar ao green que já é tempo. Que não se perdeu, diria Lavoisier, transformou-se. Aprende-se sempre com as bolas no rough.

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