Se tu me amas,
ama-me baixinho.
Não o grites de cima dos telhados,
deixa em paz os passarinhos.
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho,
amada,
que a vida é breve,
e o amor
mais breve ainda.
Mário Quintana
Na forma de um dos meus poemas preferidos. O amor tem um paradoxo em relação à sua velocidade, à velocidade com que é vivido. Uns dias queremos ir do 8 ao 80, a pessoa que amamos ao nosso lado num estalar de dedos. As saudades são mais que muitas, directamente proporcionais ao número de vezes que inspiramos e, em seguida, expiramos, perdidos entre sonhos e pensamentos.
Noutros, levamos as coisas com a maior tranquilidade do mundo. São esses os dias que mais aprecio. Sento-me na beira da cama, respiro fundo, calmamente, e penso nela. Penso, sobretudo, na sorte que tenho por tê-la na minha vida. Pelos pequenos pormenores que me fazem estar apaixonado por ela. Pelo que ela faz por mim. A forma como nos completamos.
O amor é pressa e vagar. Às vezes sabe bem uma velocidade alucinante onde nem respiramos. Mas outras... Outras são os domingos de manhã na cama com o sol a bater em cima da cama. E abrir os olhos lentamente, virar-me na cama e ver-te a observar-me silenciosamente com um sorriso na cara...
lindo!!!
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